sexta-feira, 25 de abril de 2008

Quimeras e outras profundidades momentâneas

Tenho provado um certo mal contemporâneo: ausência de tempo! A expressão ou o próprio fato é uma epidemial social, pois trata-se de algo impossível! Nós é que não sabemos otimizá-lo. Sim, digo nós. Meu dia é repleto de atividades, passo 15 horas fora de casa, estou cansado e me sinto incapaz de realizar todos os meus deveres. Contudo, o que parece o fim (praticamente o Armagedon!) é apenas o que me faz sentir "normal". Mesmo cansado, sinto que estou em processo de crescimento e evolução. Os leões (vide post anterior) que tento matar diariamente, me amadurecem e me fazem mais forte! Não sou a favor das insaciáveis buscas que nossa sociedade prega. Mas sou consciente das necessidades cotidianas, de suas consequências e implicações. (seria uma pseudo-profundidade?)

Enfim, tudo isso só para dizer que estou cansado, um pouco confuso, traçando novas metas, demasiado confuso com elas e aguardando novas idéias, definições e tempo! Sonho deitar um pouco mais!

Hasta

Vide Alex

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Felinos


Acho tão démodé escrever sobre obstáculos. Mas é o que sinto e o que direi! Tenho pensado muito sobre as dificuldades do cotidiano. Elas se renovam e modificam assim como nós. Existe uma expressão de amplo conhecimento que diz: "Matar um leão por dia". E olha que matar leão não deve ser das tarefas mais fáceis. É um animal ágil, seguro, forte, voraz...Um predadador!!! Portanto, "viver é tentar matar o leão!!" A metáfora foi de gosto e qualidade duvidosos (Pardon Mila!), mas cumpriu seu papel de expressar como tem sido difícil ultrapassar os obstáculos. Talvez pela velocidade (eu disse que eles são ágeis) com que têm aparecido. Em pouco tempo já ultrapassei tantos e já me vejo diante de muitos outros. A cada dia surge mais um, simples ou não, mas que deve ser ultrapassado. É um bando (coletivo?!?) de leões todos os dias! Até então, tudo bem...problemas são comuns, todos temos. Mas o que me incomoda, realmente, são os que não matamos. Aqueles obstáculos que parecem altos demais para ultrapassar. Até sabemos como fazer, mas não conseguimos! Ah...eu vou ter que dizer: são assuntos mal resolvidos!! Me sinto a pior pessoa do mundo dizendo isso! Mas é preciso encarar: eu tenho sim e não sei quando resolverei.

Enfim, (in)felizmente leões não são animais em extinção!

Hasta

Vide Alex

quarta-feira, 26 de março de 2008

Ócio e felicidade...

Viver pequenos momentos com as pessoas que amo, me faz um bem!!! Neste feriado os vivi (com Mila e seu cônjuge Douglas). Quem me conhece pode dizer: Não acredito, você foi sozinho com os dois? E eu respondo: fui! Afinal, namorado de melhor amiga é companhia amigável (jura?!?). Começamos com um restaurante japonês, onde degustamos comida chinesa. Foi a saga dos chopsticks com muitos rolinhos (os primavera). Em seguida e nao no mesmo dia, preciso citar o que seria um restaurante árabe com cardápio da Taj Mahal ou um restaurante indiano com comida árabe, onde fomos atendidos com muita "simpatia". A comida estava ótima e não nego: coloquei na mesa, falei mesmo. Sou muito sincero e as vezes (lê-se sempre) estendo essa "virtude" aos cônjuges dos amigos. Não consigo controlar! E para terminar o final de semana, tarde no shopping, desbravando lojas, conhecendo e deixando-se conhecer, comprando dvd's, comendo pãezinhos de batata e ovomaltine, abusando dos superlativos e encarando (com muito prazer) um comédia romântica. Profusão de gerúndios e superlativos, que aliás foram muitos, muitos mesmo, muitissimos. Juntou-se a eles a profussão de vestidos, foram 27 em um filme razoavelmente cômico, razoavelmente romântico, razoavelmente brega, que eu classifico como morno. Não que comédias rômanticas (e mais uma vez digo que eu adoro!) tenham o objetivo de transmitir força, ação ou drama, mas um pouco de profundidade a deixaria mais interessante (27 dresses - Vestida para casar).


Enfim, Isso me fez mais feliz!


Hasta

Vide Alex...

quarta-feira, 19 de março de 2008

A namorada da fé

Lorena, 01 de outubro de 2000....e aqui estou mais um dia...
Imaginando com seria, estava sentado em minha carteira. Não haviam preocupações, afinal estava apenas terminando o Ensino Fundamental. Realmente era mais um dia! Não sei como ainda me surpreendia! Sim, era aquele verso novamente. Minha colega o repetia incessantemente e, sem permissão ele permeou meu cérebro como uma droga potente e fatal. Não havia outra solução. E não dava para compreender aquelas palavras. A namorada da fé? Seria isso? Mas e o cidadão José? Seria ela a namorada da fé e do José? Ela, a colega! Não sei...mas havia todo um "swing" quando ela cantava: "a namoraaaaada da fé / e o cidadãããããão José".
Lorena, 19 de março de 2008... e aqui estou mais um dia, sob olhar sanguinário da...nostalgia!!! Pronto a recrudescer aqueles versos, cantados assim:
"São Paulo, dia 1º de outubro de 1992, 8h da manhã.
Aqui estou, mais um dia.
Sob o olhar sanguinário do vigia.
Você não sabe como é caminhar com a cabeça na mira deuma HK.
Metralhadora alemã ou de Israel.
Estraçalha ladrão que nem papel.
Na muralha, em pé, mais um cidadão José [...]"
O tempo passa, o tempo voa...mas tem coisas que ficarão para sempre!!!
Obs: Quem será a namorada da fé?
Hasta
Vide Alex... e Racionais...

sexta-feira, 14 de março de 2008

Sentindo...

Tem sido prazeroso saborear as composições de Marcelo Camelo (Vocalista Los Hermanos). Sua sensibilidade para retratar a diversidade de sentimentos e emoções, relacionamentos intensos ou nem tanto, a complexidade do ser humano em sua prolixa existência, me encanta. É de uma verdade!!! É música para ouvir, sentir, chorar como se aqueles sentimentos fossem os seus. E, de repente, as emoções se aglomeram heterogeneamente e explodem em letra e melodia.

Casa Pré-Fabricada - Marcelo Camelo (Intérprete - Maria Rita)

Abre os teus armários
Eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol
Sobre os teus braços castos.
Cobre a culpa vã
Até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo

Canta que é no canto que eu vou chegar.
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim
Qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais

Vale o meu pranto
Que esse canto em solidão.
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela
Primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota

Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um canto que é pra te encantar.
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais...

É de alma!!!

Hasta

Vide Alex...

terça-feira, 11 de março de 2008

Epicurismo

Ah! Nem sei o que dizer. E não me digam que é porque não lembro, pois eu lembro sim...de tudo! Mais uma vez serei obrigado a citar neste blog os temidos, amados, indispensáveis: "líquidos duvidosos". Duvidosos, pois sua ingestão leva a reações diversas e inesperadas. Mas, talvez, o efeito mais comum é, após ingestão de grande quantidade, a perda do controle dos pensamentos expressos pela fala. Isso mesmo: bêbado não tem trava na língua! Só para constar: pedi a presença da Mila e da Carol para a dança do Cre...e nada, elas não apareceram, como me senti só. Nem o Patrick quis me ajudar, ele poderia ter sentado e bebido um pouco. Como assim, trabalhar as 6 da manhã...impossível! Por sorte, pura sorte, uma menina linda dispensou-me a devida atenção. Eu pedi mais e ela colocou. Mas, estranho, o suco de pêssego era transparente! Enfim, eu estava tranquilo, pois o que não faltou foi "segurança". Que segurança!

Seguindo o famoso sistema filosófico: A vida só tem razão de ser, se levada ao prazer...
É assim o simples fato de viver!!!

Hasta

Vide Alex...


quinta-feira, 6 de março de 2008

Grito

O ser humano é surpreendente. Ninguém, por maior que seja seu auto-conhecimento, é capaz de prever suas reações. Em momentos extremos, de dor ou alegria, reagimos de formas diferentes e inesperadas. Acho que a dificuldade constitui-se o exemplo mais claro. Perante a morte, ao desemprego ou na descoberta de uma doença, nos vemos "obrigados" a reagir. Então, uma força, antes desconhecida, surge, para racionalizar, tranquilizar ou impulsionar. A psicologia de Jung (como ele me ajuda!) com self, arquétipos e símbolos explica. Porém, seu maior ensinamento, seja, talvez, a busca pelo equilibrio.

Contudo, tenho aprendido, constantemente, sobre os benefícios da total expressão. Como é bom gritar!!!

Hasta

Vide Alex...